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Algodoeiro
Clorose geral de algodoeiro adubado com apenas 25 Kg de N/ha, em solo continuamente cultivado
Nitrogênio: Inicia-se com um amarelecimento uniforme da parte vegetativa, com destaque para as folhas mais velhas, do "baixeiro" das plantas, onde surgem pontos avermelhados e/ou pardos nos limbos. Há redução na velocidade de crescimento do algodoeiro, que apresenta caule principal com internódios curtos e com poucos ramos vegetativos. Os pecíolos (cabinhos) e as folhas são menores e mais escassos, ocorrendo queda anormal de botões florais, de flores e de frutos novos. Com o tempo, a coloração das folhas evolui para um vermelho-carmim e mesmo bronzeado culminando com a seca e queda prematuras e, consequentemente, com a maturação precipitada dos frutos. As plantas não alcançam desenvolvimento normal e são pouco produtivas. Na lavoura, a anomalia pode atingir grande área e é mais frequente em solos intensamente cultivados ou em solos leves (arenosos), lavados por chuvas excessivas.
Algodão cultivado sem fósforo, por 8 anos em solo deficiente
Fósforo: Ao contrário do nitrogênio, a deficiência de fósforo atrasa o desenvolvimento do algodoeiro. As plantas crescem muito pouco e as folhas mostram-se mais escuras e menores do que as normais. Podem aparecer manchas ferruginosas nos bordos foliares, que evoluem para crestamento em casos severos de deficiência. É um quadro difícil de ser constatado em condições de campo. De qualquer forma, com deficiência de fósforo a produtividade do algodoeiro é mais baixa.
Detalhe do bronzeamento da fome de potássio
Potássio: A conhecida "fome de potássio" inicia-se durante a frutificação das plantas, freqüentemente em manchas isoladas da lavoura. Nas folhas do "baixeiro"surge uma clorose entre as nervuras, que evolui para um bronzeamento. Com o desenvolvimento dos frutos, os sintomas se deslocam para os "ponteiros", enquanto as folhas mais velhas começa a secar e cair. As plantas carentes apresentam ciclo curto, sendo a maturação dos frutos muito antecipada. Em casos severos, a seca é tão intensa que as plantas parecem ter sido queimadas pelo fogo. Um tipo de clorose que também evolui para coloração parda pode ser causada por atauqe de fungos. Correspondem as Murchas de Fusarium e/ou de Verticillium. O amarelecimento, neste caso, é desuniforme e sempre acompanhado de murchamento das plantas, que pode conduzir até à morte; nota-se, ainda, escurecimento interno dos vasos, bastando cortar transversalmente a haste principal do algodoeiro.
Avermelhamento internerval devido à deficiência de magnésio
Magnésio: Da mesma forma que o cálcio, os distúrbios nutricionais com magnésio ocorrem com freqüência em solos ácidos. As plantas desenvolvem-se lentamentes, surgindo nas folhas do "baixeiro" uma clorose internerval que, de modo rápido, evolui para um vermelho-púrpura, estabelecendo-se um contraste nítido com o verde normal das nervuras. Os sintomas evoluem para folhas mais novas, enquanto as mais velhas afetadas caem rapidamente. Resultam, assim, plantas pequenas e pouco produtivas. No caso de uso contínuo de calcário sem magnésio, excepcionalmente pode ser observado sintoma semelhante em plantas com crescimento normal, encontradas de forma esparsa na lavoura. Confunde-se muito com o problema do "vermelhão", doença causada por vírus e transmitida pelo pulgão. Neste caso a coloração das folhas é desuniforme (manchada) e não ocorre de modo obrigatório no "baixeiro" das plantas; a doença, que é muito freqüente, induz à deficiência de magnésio. Outro tipo de amarelecimento e vermelhão, que pode se confundir com a deficiência de magnésio, é aquele causado pelo ataque de broca-da-raiz. Esta anomalia é acompanhada por murchamento das folhas e pela presença de galerias feitas pelas lagartinhas do besouro na região do coleto que, freqüentemente, provoca a queda do caule e o tombamento da planta afetada. Outro vermelhão semelhante, que ocorre em reboleiras na lavoura, é o devido ao ácaro rajado, que se inicia entre as nervuras e próximo a elas, em reboleiras na lavoura, sendo que a presença da praga pode ser observada no verso da folha atacada.
Deficiência de enxofre: clorose de ponteiro ("verde limão")
Enxofre: As plantas deficientes apresentam crescimento prejudicado, com poucos ramos vegetativos e com clorose foliar. Diferencia-se da carência de nitrogênio por ocorrer em manchas isoladas da lavoura e por ser o amarelecimento restrito, às partes jovens ("ponteiros") das plantas, onde as pequenas folhas são verde-claras, brilhantes, com aspecto semelhante ao das folhas novas do citro ("verde-limão"). Há queda excessiva de formações jovens e prematura de folhas. O ciclo da planta é diminuído e a produtividade afetada.
Deficiência de boro: escurecimento da medula do pecíolo foliar
Boro: No início do florescimento do algodoeiro em solo deficiente surgem, em manchas isoladas da lavoura, plantas com ponteiros cloróticos e folhas novas disformes e com limbos enrugados. Os botões florais apresentam-se levemente deformados, as brácteas são cloróticas e podem envolver totalmente a corola atrofiada. As pétalas crescem menos, dobram as extremidades para dentro e apresentam manchas pardas na face interna. Os grãos de pólen ocorrem em número menor do que o normal e apresentam, também, escurecimento disperso. O “baixeiro” das plantas, no entanto, tem coloração verde normal em contraste nítido com a clorose de “ponteiro”.
Os frutos geralmente são menores, disformes e com freqüência apresentam descoloração (mancha escurecida) interna em sua base. Ocorre queda excessiva de botões florais, de flores e mesmo de frutos novos. As plantas afetadas costumam apresentar crescimento do caule principal em zigue-zague, internódios curtos e número anormal de brotos novos (superbrotamento). Em caso severo, ocorre rachadura do caule nos nós, com exsudação de líquido e mesmo morte de “ponteiro”. Em pleno período de frutificação podem aparecer anéis concêntricos, mais escuros e pilosos, nos pecíolos de folhas maduras, com correspondente escurecimento interno da medula. As plantas rebrotadas prolongam o ciclo e prejudicam a operação de colheita, quando feita mecanicamente. A queda de produção pode ser expressiva, caso a área afetada seja extensa e a deficiência rigorosa.
Quando a anomalia ocorre no início do desenvolvimento, surgem plantas bifurcadas pelo prejuízo causado aos “ponteiros”, aspecto semelhante ao proporcionado por ataque de tripes. A deformação da flor, por sua vez, pode ser confundida com o ataque da lagarta rosada (“roseta”) e mesmo com o bicudo (“flor balão”). No primeiro caso, no entanto, existe a presença da lagartinha, e as pétalas são normais, embora retidas por uma teia. No caso do bicudo, nota-se o sintoma de abortamento da “flor balão” nas brácteas, que são amareladas e se abrem amplamente; ademais, pode-se detectar a presença da lagartinha, na parte interna do “balão”. Finalmente, o superbrotamento devido à deficiência de boro difere da conhecida ramulose uma vez que essa doença pode aparecer cedo na lavoura e é sempre acompanhada de manchas pardas, estreladas, nas folhas novas que, ao secarem, deixam os limbos perfurados.

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